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90º CONEEENnf - CAMPINAS / SP
O que é o CONEEENnf ?
Introdução
Atualmente, no Brasil, vemos a proliferação de cursos de Enfermagem em quaisquer lugares, que crescem indiscriminadamente e priorizam o lucro em detrimento da qualidade. Dessa forma, a Executiva Nacional de Estudantes de Enfermagem vem travando uma luta diante do atual contexto pela transformação social, de enfermagem, saúde e formação acadêmica em que vivemos, de apatia e descrédito às causas sociais; buscamos através de espaço de discussão e debates que desenvolvam nos estudantes pensamentos crítico-reflexivos que os aproximem do movimento estudantil como estudantes e antes de tudo como cidadãos, agentes transformadores sociais.
Para isso, o 90º Conselho Nacional de Entidades Estudantis de Enfermagem (CONEEEnf), busca aglutinar e instrumentalizar estudantes os estudantes de Enfermagem do Brasil todo para dinamizar a formação além dos bancos das universidades. Mais do que nos moldarmos às injustiças sociais é preciso nos conhecer como verdadeiros protagonistas, ativos e conhecedores, para que de fato abracemos às lutas coletivas e universalizantes.
O CONEEEnf será nos dias 18 a 21 de Abril de 2008 na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), localizada na cidade de Campinas, interior do Estado de São Paulo e reunirá os estudantes tanto para questionar e colocar propostas de solução para os problemas sentidos, como para favorecer a articulação que nos falta como profissionais que seremos e estudantes que somos.
A organização dos Estudantes de Enfermagem em todo Brasil
A Executiva Nacional dos Estudantes de Enfermagem – ENEEnf se organiza para integração e articulação dos Centros e Diretórios Acadêmicos. É um movimento historicamente comprometido com a construção de uma sociedade justa e solidária, principalmente através da luta nos campos em que temos maior vínculo: o EDUCAÇÂO - luta por uma universidade pública gratuita, laica, referenciada socialmente. o SAÚDE - defesa dos princípios do Sistema Único de Saúde e na conquista popular da saúde. o ENFERMAGEM como prática social e construção de uma organização política da profissão, não coorporativa, e em função de conquista da emancipação do sujeito em seu processo de saúde. o FORMAÇÂO – luta por um processo pedagógico libertador que promova o estudante para uma prática comprometida socialmente.
Na busca da efetivação destas bandeiras a ENEEnf busca promover mudança de cultura e organicidade do MEEnf através da ativação e fortalecimento de processos formativos vinculados a outros movimentos sociais, entidades e instituições parceiras. Afim de proporcionar o protagonismo e a organização dos estudantes enquanto sujeitos coletivos conscientes de sua opção frente ao mundo.
E nesse contexto a ENEEnf realiza seus encontros e processos formativos. Semestralmente a ENEEnf promove e organiza o Conselho de Entidades Estudantis de Enfermagem (CONEEEnf), momento do movimento estudantil de aglutinação das diretorias dos Centros e Diretórios Acadêmicos de enfermagem do Brasil.
A agenda da ENEEnf inclui em fevereiro, o Congresso Brasileiro dos Estudantes de Enfermagem (CBEEn), que tem por objetivo realizar o planejamento estratégico anual do movimento estudantil de enfermagem, CA´s / DA´s e ENEEnf. E em julho, o Encontro Nacional dos Estudantes de Enfermagem, voltado para todos os estudantes de enfermagem do país, visando sensibilização dos estudantes de Enfermagem com pautas importantes como formação, saúde pública, enfermagem. Outras atividades incluem, seminários e oficinas locam regionais.
A organização dos Estudantes de Enfermagem no Estado de São Paulo
O Estado de São Paulo hoje conta com o maior número de faculdades de Enfermagem do país, que crescem indiscriminadamente e priorizam o lucro em detrimento da qualidade. Dessa forma, o Movimento Estudantil de Enfermagem vem travando uma luta diante do atual contexto pela transformação social, de enfermagem, saúde e formação acadêmica em que vivemos, de apatia e descrédito às causas sociais; buscamos através de espaço de discussão e debates que desenvolvam nos estudantes pensamentos crítico - reflexivos que os aproximem do movimento estudantil como estudantes e antes de tudo como cidadãos, agentes transformadores sociais.
Para isso, aconteceu o IX ENCONTRO PAULISTA DOS ESTUDANTES DE ENFERMAGEM – EPEEn, buscou aglutinar e instrumentalizar os estudantes do Estado de São Paulo para dinamizar a formação além dos bancos das universidades. Mais do que nos moldarmos às injustiças sociais é preciso nos conhecer como verdadeiros protagonistas, ativos e conhecedores, para que de fato abracemos às lutas coletivas e universalizantes. O EPEEn foi realizado nos dias 02, 03 e 04 de novembro de 2007 na Universidade Estadual de São Paulo Júlio de Mesquita Filho, localizada na cidade de Botucatu, Interior do Estado de São Paulo e reuniu 90 estudantes de enfermagem tanto para questionar e como para colocar propostas de solução para os problemas sentidos, como para favorecer a articulação que nos falta como profissionais que seremos e estudantes que somos.
Processo de Construção do 90º Conselho Nacional de Entidades Estudantis de Enfermagem (CONEEEnf) em Campinas
A Executiva Nacional dos Estudantes de Enfermagem é a entidade máxima de representação e organização dos estudantes de enfermagem do Brasil, sendo independente de quaisquer partidos políticos ou instituições religiosas, não tendo fins lucrativos e de caráter permanente, tendo como membros de sua gestão os Centros e Diretórios Acadêmicos (CA’s/DA’s) de Enfermagem do Brasil .
As coordenações de gestão da ENEENf são divididas em Coordenações Estruturais (Articulação Nacional, Comunicação e Finanças), Coordenações Temáticas (Saúde, Enfermagem, Educação, Educação em Enfermagem, Gênero e Educação Popular e Extensão) e Coordenações Loco-Regionais.
As Coordenações Loco-Regionais são divididas entes as regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul e atuam como facilitadores da Rede CA’s/DA’s de sua Loco-Região , além de representarem nacionalmente sua Loco-Região.
Atualmente os Centro Acadêmico de Enfermagem 12 de maio da Unesp (Botucatu) é coordenador Loco-Regional. A Loco-Regional Sudeste II São Paulo atualmente possui articulação com os CA’s que juntos se propõem construir o 90º CONEEEnf.
No dia 10 de fevereiro de 2007 ocorreu a primeira reunião da Loco –Regional Sudeste II com 07 faculdades de enfermagem do estado de São Paulo (Centro Acadêmico XII de Maio – UNESP; Centro Acadêmico XXXI de Outubro – USP; Centro Acadêmico de Enfermagem – UNICAMP; Centro Acadêmico de Enfermagem – SÂO CAMILO; Centro Acadêmico Maria Belém Salazar Posso – FMABC; Centro Acadêmico Ana Passarella Cristina Bretãs – UNIFESP; Centro Acadêmico Madre Maria Gabriela Nogueira – FCM SANTA CASA).
Seguiram-se reuniões, inicialmente mensal, que proporcionaram o processo de integração dos CA’s da Loco-Região, a participação de alguns professores em oficinas e discussões promovidos com o intuito de esclarecer e instrumentalizar os participantes com discussões de caráter sóciopolítica e econômica atuais.
O intuito da regional São Paulo é aglutinar o maior número de CA’s do estado e vimos que a promoção de um evento seria uma estratégia de alcançar nossos objetivos. Surgiu então a proposta do IX Encontro Paulista dos Estudantes de Enfermagem em 2007. Desde fevereiro de 2007 nos articulamos para a construção do IX EPEEn que conseguiu alcançar seu objetivo maior que é a aglutinação dos estudantes de enfermagem de São Paulo. Hoje, além dos 7 CA’s de Enfermagem já descritos anteriormente, conseguimos nos articular com mais 4 CA’s (Centro Acadêmico de Enfermagem da UNISANTOS, Centro Acadêmico de Enfermagem da UNISA (Santo Amaro), Centro Acadêmico de Enfermagem da UNIP (São Paulo) e Centro Acadêmico de Enfermagem da UFSCAR (São Carlos)).
Esses 11 CA’s de São Paulo, junto com os Centro Acadêmico de Enfermagem Rachel Haddock Lobo (UERJ) e Diretório Acadêmico Maria Antonia Rezende (UFMG), como representantes da ENEEnf, se dispõem a organizar e construir coletivamente o 90º CONEEEnf. É valido ressaltar que os encontros do Centros Acadêmicos de Enfermagem do Estado de São Paulo acontecem na cidade de São Paulo pela grande maioria dos CA’s da atual Loco-Região se encontram e lembrar também que cada reunião é realizada em uma sede do Centro Acadêmico permitindo que cada membro da regional São Paulo conheça a realidade vivida pelos seus companheiros.
Justificativa
É evidente o papel histórico do movimento estudantil como espaço para o jovem desenvolver e amadurecer a paixão por transformar o mundo, alimentando a utopia e criando condições para a concretização dessa transformação. Esse papel é pedagógico ao proporcionar a análise da realidade objetivamente e para que decifre as condições históricas e materiais em que vivemos. Portanto com o movimento estudantil elevam-se a força de vontade de lutar e buscar as transformações necessárias, através do cultivo da utopia e da prática cotidiana.
Os estudantes de enfermagem da Unicamp, são protagonistas desse movimento. Em Janeiro de 2008 ocorreu o III Congresso Brasileiro dos Estudantes de Enfermagem, onde o Centro Acadêmico do Curso de Enfermagem – CAE da Unicamp entrou para a Direção Nacional do movimento estudantil de enfermagem, situando-se na Coordenação de Educação em Enfermagem, com a tarefa de fomentar a discussão da formação acadêmica em enfermagem, bem como a formação além dos bancos da sala de aula e dos muros da universidade. Realizar o 90º Conselho de Entidades Estudantis de Enfermagem (CONEEEnf), no interior do estado do São Paulo, é uma estratégia que busca o fortalecimento loco regional do Movimento Estudantil de Enfermagem (MEEnf), pois entendemos que a participação dos coletivos locais de estudantes, CA´s e DA´s de enfermagem, permitirá fomentar e fortalecer organização estudantil dos CA´s /DA´s de enfermagem a partir das discussões.
Diante dessa Conjuntura o 90º CONEEEnf está previsto para acontecer entre os dias 18 a 21 de maio de 2008, que desejamos realizar na Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP, com público estimado em 80 estudantes (dentre estes estudantes de enfermagem do Estado de São Paulo como também do Brasil), e almeja confrontar as direções do MEEnf com a REALIDADE DO POVO BRASILEIRO e do MOVIMENTO ESTUDANTIL DE ENFERMAGEM para a partir daí entendermos e trabalharmos as mudanças necessárias, a partir do protagonismos dos sujeitos, a principio enquanto ator do movimento estudantil e futuramente enquanto profissionais, enfermeiros, socialmente comprometidos e intelectuais organizadores da política e da cultura na construção de um modelo de sociedade referenciado nas reais necessidades do POVO BRASILEIRO.
Objetivos Objetivo Geral:
§ A partir da conjuntura atual discutir, propor, avaliar a Saúde, o SUS , o Trabalho e a Formação em Saúde no Brasil.
Objetivos Específicos:
§ Fomentar e fortalecer o movimento estudantil de enfermagem em Campinas, no Interior do Estado de São Paulo e no Brasil; § Fortalecimento do MEEnf a partir da integração das direções dos diversos DAs e CAs de enfermagem das universidades brasileiras; § Fornecer subsídio teórico na discussão do Setor Saúde para ser aplicado a pratica cotidiana do MEEnf; § Aprofundar as discussões sobre a realidade brasileira e conjuntura, com ênfase às questões relacionadas à Saúde Pública, SUS, Fundações Estatais de Direito Privado; § Aprofundar as discussões sobre a realidade e conjuntura brasileira no que concerne a Formação dos profissionais pro Setor Saúde; § Trabalhar as bases de uma enfermagem socialmente referenciada, no povo brasileiro; § Construir diretrizes e deliberações estudantis sobre as questões pertinentes a atuação dos estudantes de Enfermagem em relação á Saúde brasileira;
Metodologia Articulação Loco Regional e Articulação Nacional
A Articulação Loco Regional é responsável por articular os CA´s e DA´s do Estado de São Paulo, para construção e participação no 90º CONEEEnf, que está sob a responsabilidade do Centro Acadêmico de Enfermagem 12 de Maio (Unesp – Botucatu). Já a Articulação Nacional é responsável pela divulgação e articulação com os estudantes do Brasil para que participem do Encontro, sob a responsabilidade do Centro Acadêmico de Rachel Haddock Lobo (UERJ).
Secretaria
Responsável pelas inscrições dos Estudantes no Conselho e montagem da secretaria do encontro (Centro Acadêmico de Enfermagem da UNICAMP).
Científicas
Responsável pelo contato com palestrantes, facilitadores e movimentos sociais (Centro Acadêmico XII de Maio – UNESP; Centro Acadêmico XXXI de Outubro – USP; Centro Acadêmico de Enfermagem – UNICAMP; Centro Acadêmico de Enfermagem – SÂO CAMILO; Centro Acadêmico Maria Belém Salazar Posso – FMABC; Centro Acadêmico Ana Passarella Cristina Bretãs – UNIFESP; Centro Acadêmico Madre Maria Gabriela Nogueira – FCM SANTA CASA; Centro Acadêmico de Enfermagem da UNISANTOS, Centro Acadêmico de Enfermagem da UNISA (Santo Amaro), Centro Acadêmico de Enfermagem da UNIP (São Paulo) e Centro Acadêmico de Enfermagem da UFSCAR (São Carlos) e os Centros Acadêmicos de Enfermagem Rachel Haddock Lobo – UERJ e Maria Antônia Rezende – UFMG).
Infra-estrutura e Apoio
Responsável pela organização dos alojamentos, banheiros, auditórios e os recursos materiais dos mesmos (Centro Acadêmico de Enfermagem da UNICAMP).
Finanças e Parcerias
Responsável pela administração da parte financeira e busca de patrocinadores/ parceiros financeiros para realização do Evento (Centro Acadêmico de Enfermagem da UNICAMP).
Divulgação e Imprensa
Responsável pela consultoria em informática no evento, material de divulgação e divulgação do mesmo por todos os meios convenientes (Centro Acadêmico de Enfermagem da UNICAMP).
Cultural
Responsável pela construção da parte Cultura do Evento (Centro Acadêmico de Enfermagem da UNICAMP).
Metodológica
Responsável pela construção metodológica do encontro. É composta por todas as demais coordenações (Centro Acadêmico XII de Maio – UNESP; Centro Acadêmico XXXI de Outubro – USP; Centro Acadêmico de Enfermagem – UNICAMP; Centro Acadêmico de Enfermagem – SÂO CAMILO; Centro Acadêmico Maria Belém Salazar Posso – FMABC; Centro Acadêmico Ana Passarella Cristina Bretãs – UNIFESP; Centro Acadêmico Madre Maria Gabriela Nogueira – FCM SANTA CASA; Centro Acadêmico de Enfermagem da UNISANTOS, Centro Acadêmico de Enfermagem da UNISA (Santo Amaro), Centro Acadêmico de Enfermagem da UNIP (São Paulo) e Centro Acadêmico de Enfermagem da UFSCAR (São Carlos) e os Centros Acadêmicos de Enfermagem Rachel Haddock Lobo – UERJ e Maria Antônia Rezende – UFMG).
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Metodologia do Encontro
Tema Central: “
Saúde e suas faces: da Reforma Sanitária aos Ataques Neoliberais
”
18 de Abril – SEXTA-FEIRA
14 ás 16 hs - ACOLHIDA · Divisão de brigadas (metodologia de cores: no ato da inscrição cada participante receberá uma cor que designará qual brigada fará parte. Exemplo: Brigada Azul, Brigada Verde...)
18:30 às 19 hs – Boas Vindas Estudantes e Mística de Abertura -Temática, - Objetivo, - Pactuação da Metodologia do Encontro
19 às 21 hs – MESA: “Saúde e suas faces: da Reforma Sanitária aos Ataques Neoliberais”
Palestrantes: - Resgatar o histórico da saúde desde a década de 20 com foco nas reformas a partir da década de 70 (Ref. Sanitária, SUS, concepção de saúde...) - Analisar criticamente o processo de reforma sanitária e constituição da saúde como direito social. Participação popular e controle social. - Analisar a influência das reformas neoliberais (Mencionar PSF como pacote mínimo, Emenda Constitucional 29, CPMF, Fundações, NOB´s )
21 as 23 hs – Reunião: Gestão 2008 da ENEEnf
19 de Abril – SÁBADO
07 às 08 hs – ALVORADA · Café da Manhã coletivo
09 às 12 hs –Mesa: “Da flexibilização do trabalho à formação acrítica. Da crítica à formação transformadora.”
Palestrante: - Reestruturação do trabalho - Precarização do trabalho, abertura indiscriminada de cursos - Atos profissionais
Palestrante: - Mostrar como formação em saúde se estrutura para atender as demandas do mercado (Taylorismo, fordismo, toyotismo) - Formação em saúde: Tecnicista, hospitalocêntrica, médicocentrada, mercadológica - Análise de projetos de aproximação ensino-serviço (VERSUS,Pró-Saúde)
12 às 14 horas – ALMOÇO COLETIVO · Mística
14 às 17 hs – GT: Conjuntura e Formação em Saúde.
17 às 18 hs – ATIVIDADES de Brigadas
18 às 19 hs – JANTAR COLETIVO
20 ás 00 hs – Atividade Cultural
20 de Abril – DOMINGO
07 às 08 hs – ALVORADA · Café da Manhã coletivo
08 às 12 hs –– Mesa: “Fundações e suas engrenagens e a contra reforma das políticas públicas de Estado”. Palestrante: - Resgate histórico fundação (OSCIPs, OS, ONGs) - Diferença entre Fundação Estatal e fundação de Apoio - Caracterização das Fundações Estatais de Direito privado ( contratação, Seguridade, conselho consultivo, direitos trabalhistas, estrutura de poder) - Contextualizar o processo de organização política contra as fundações
Palestrante:
- Esclarecer o posicionamento prévio da ENEEnf sobre a Fundações Estatais de Direito Privado.
- Contextualizar o processo de organização política contra as fundações
14 ás 17 hs – GT: Fundações Estatais de Direito Privado.
17 às 18 hs – JANTAR COLETIVO
18 às 20 hs – Reunião com Parceiros Táticos. Objetivo: Construção do Seminário de Formação e Trabalho em Saúde.
20:30 às 00 hs – Atividade Cultural
21 de Abril – SEGUNDA
07 às 08 hs – ALVORADA · Café da Manhã coletivo
09 às 12 hs – Plenária Final
12 às 14 hs – ALMOÇO COLETIVO - ATIVIDADES de Brigadas
14 às 16 hs – Plenária Final
16:30 às 17:30 hs – Mística de Encerramento do 90º CONEEEnf
O evento contará com algumas atividades tais como: Mesas: o encontro contará com mesas que conterão palestrantes que deverão introduzir temas com base nos eixos levantados para subsidiar as discussões que serão fomentadas nos Grupos de Discussão; Grupos de Trabalho (GT’s): o encontro contará com 2 GT’s que tem o intuito de fomentar discussões e subsidiar a construção do Movimento Estudantil de Enfermagem (MEEnf). Atividades de Brigadas: a divisão de brigadas tem por objetivo promover a integração entre os participantes do encontro. A divisão de brigadas se dará de forma mais heterogênea possível e as atividades serão rodiziadas.
- Brigada de Limpeza: para que os encontristas desenvolvam a responsabilidade pela limpeza e organização dos locais de realização do evento;
- Brigada de Sistematização: tem a função de relatar os GT’s, Mesas e sistematizar as deliberações para a plenária final;
- Brigada de Mística: tem a função lúdica do evento para integração dos encontristas;
- Brigada de Alvorada: tem como função de acordar os encontristas para o desjejum e para que os espaços da parte da manhã comecem no horário previsto;
- Brigada de Organização e Disciplina: tem a função de alertar os encontristas para o início da atividades para que as mesmas acontecem no horário previsto e venha a ocorrer o mínimo de atrasos. ****************************************
Informações: coneeenfcampinas@yahoo.com.br ou eneenf@yahoo.com.br
:: 90º CONEEEnf - Campinas- SP ::
FUNDAÇÕES ESTATAIS DE DIREITO PRIVADO:PROJETO DE ESTADO DO CAPITAL... E A SAÚDE, COMO FICA?
A saúde está em crise. O serviço público precisa de melhorias. Milhares de contribuintes morrem todos os dias nos hospitais públicos por falta de recursos (e má administração destes), sejam de estrutura ou de pessoal. Planos de saúde crescem,atendimentos passam a ser cobrados e o direito a saúde, há tempos, começa a ser somente para aqueles que podem pagar. Isso todo mundo sabe e a última coisa queprecisamos para mudar esse quadro é o congelamento dos investimentos públicos.No Brasil, desde o início da ditadura do grande capital que foi operada pelos militares, o Estado tem assumido, prioritariamente, as demandas da burguesia e quando a classe trabalhadora organiza-se em fortes lutas também algumas de suas demandas são atendidas quase sempre como direitos sociais e trabalhistas, como ocorreu com o SUS na Constituição Federal de 1988.Este modelo de saúde tornou-se referência na prestação de serviços públicos, apesar da falta de verbas, da falta de vontade política e de outros obstáculos. Ele foi estruturado como um sistema único, hierarquizado, descentralizado e com base nos princípios da integralidade, equidade, universalidade e controle social. Nele, a própria saúde privada é vista como complementar e não concorrente com a saúde pública.Mas quando o capital imprime sua lógica para a totalidade da vida social também o Estado tem de ser contra-reformado para que as instituições e as políticas sociais que garantem os direitos dos trabalhadores se transmutem em negócios que promoverão lucratividade para o capital, assim paradoxalmente, esteve em curso no Brasil neste mesmo período a implementação de reformas neoliberais que objetivavam reduzir o tamanho do Estado Brasileiro, estreitar suas áreas de atuação e cercear sua capacidade de realização de transferência de renda por meio da diminuição dos gastos sociais, privatizações de empresas públicas e redução dos serviços públicos, entre outros. Entre as várias iniciativas adotadas, está a criação de organismos privados para administrar serviços públicos, tais como as Organizações Sociais (OS) e as Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP).Neste sentido, no final do ano de 2006, o governo emitiu uma portaria criando um Grupo de Trabalho (GT) para analisar a situação dos hospitais universitários no país. O relatório final desse GT conta um pouco da história dos Hospitais Universitários (HU’s), que foram criados ou federalizados em sua maior parte entre os anos 40 e 70, pois as casas filantrópicas já não suportavam a formação especializada e não tinham investimentos de porte.Segundo esse relatório, até os anos 70, os recursos para os HU’s vinham das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES), mas as dificuldades econômicas do Brasil e as crescentes demandas levaram à criação de convênios com o antigo INAMPS – apenas previdenciários eram atendidos – mediados por fundações de apoio. Em alguns casos chegou-se a adotar o atendimento de planos de saúde nos HU’s, paraobtenção de mais recursos. Ainda de acordo com o relatório do GT, a partir dos anos 80, os recursos vindos do MEC para os HU’s foram diminuídos, até serem abolidos totalmente em 1990.A partir daí o Ministério da Saúde (MS) absorveu a assistência médica da previdência. Durante anos criaram-se fórmulas para atender as necessidades dos HU’s, como índices de valorização, Fator de Incentivo ao Desenvolvimento do Ensino e Pesquisa Universitária em Saúde (FIDEPS) baseado nas Autorizações de Internação Hospitalar (AIH’s), o FIDEPS fix e poor ultimo o contralto de Gestapo com custeio fixopara média complexidade. Assim ao longo dos anos, os HU’s acabaram por concentrarem-se em atividades de alta complexidade e estratégicas, formação de especialistas médicos, pesquisas clínicas integradas ao mercado mundial, formação de professores e pesquisadores e desenvolvimento de equipes multiprofissionais.O relatório desse GT ainda aponta os problemas encontrados nos HU’s: o modelo de gestão constitui uma dificuldade, devido à falta de autonomia e ausência de mecanismos que responsabilizem a instituição por obtenção de resultados; aadministração rígida e centralizada do pessoal também é vista como um entrave, pois os mecanismos de contratação, remuneração, avaliação de desempenho, incentivos edemissão são inflexíveis (direitos dos servidores públicos), o que "não assegura condições mínimas de boa governança"; há falta de mecanismos que permitam a definição de metas e resultados; também existe uma diminuição não-oficial da cargahorária de 40 para 30h.Após elencar os problemas dos HU’s, o GT afirma que as melhorias nesses hospitais nos últimos anos são fruto das fundações de apoio inseridas em suas gestões, mas essas fundações geralmente utilizam processos que estão em atrito com o Ministério Público (MP), assim o relatório aponta a criação de fundações estatais de direito privado como a solução mágica para a situação dos HU’s.Além desse GT, em março de 2007, na página eletrônica brasileira do Banco Mundial foi divulgado um documento inédito com avaliações e propostas para ‘aumentar a qualidade da gestão e racionalizar o gasto público’ do SUS; O jornal O Globo, notificou em 25 de maio de 2007 que "o relatório do Banco Mundial foi feito a pedido do Ministério da Saúde e coordenado pelo especialista-líder em saúde do Bird no Brasil,Gerard La Forgia".Esse documento aponta os "problemas" da saúde no país. Coincidentemente os problemas apontados são os mesmos presentes no relatório do GT sobre HU’s e no projeto de implementação das FE’s. O documento ainda apresenta seis pontos corretivos para a saúde pública brasileira, os quais o Banco Mundial enfatiza que devem ser implementados em conjunto, e nunca isolados.Analisando o relatório do GT, a proposta de projeto de lei e o documento do BM, percebemos que estão todos interligados, assim o GT não foi formado para levantar os problemas dos HU’s e sugerir mudanças, ele foi usado para justificar a implementação do projeto das Fundações Estatais. Por sua vez, o projeto não buscou mudanças profundas na saúde, tratou os problemas apenas como de ordem do tipo de gestãoaplicada, como o documento do BM sugere.Assim, o projeto das Fundações Estatais vem com o objetivo de regulamentar a Emenda Constitucional nº 19 de 04 de junho de 1998, conhecida como a emenda da contra-reforma do Estado brasileiro, realizada pelo governo de Fernando Henrique Cardoso. A Emenda Constitucional nº 19/98, em seu artigo 26, conforme invocam os autores do Projeto Fundação Estatal, definiu que as entidades de administração indiretadeveriam rever seus estatutos quanto à natureza jurídica em razão de sua finalidade e de sua competência. A ‘necessidade’ de regulamentação deste artigo oportunizou ao governo e seus aliados a ‘brecha’ para a realização das contra-reformas do Estado de interesse do capital, sob a forma de fundações estatais.O Executivo, se aproveitando da precarização do SUS, e com o auxilio do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), vem propondo a aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP 01), que diz que, nos próximos 10 anos, a despesa com pessoal não pode exceder 1,5% da inflação/ano. A limitação orçamentária impedirá a recomposição e as adequações necessárias no quadro de pessoal da administração federal, com impedimento da realização de novos concursos públicos e ainda, com contratação por CLT, em que as relações de trabalho (contratação e demissão) são completamente instáveis. Na prática, isso só alimenta o argumento absurdo de que "os servidores públicos são os culpados pela falta de funcionamento do SUS". E se afasta cada vez mais, do objetivo de universalidade e resolubilidade a que o SUS se propõe,abrindo cada vez mais espaço para a proliferação das fundações estatais de direito privado no Brasil.A FE, portanto, é uma modalidade de descentralização administrativa inserida na ordem pública indireta, que pode atuar nas áreas não exclusivas do estado e que nãoexijam o exercício do poder de autoridade (educação, assistência social, saúde, ciência e tecnologia, meio ambiente, cultura, desporto, turismo, comunicação e previdênciacomplementar de servidores públicos) e não visa fins lucrativos.Os defensores do projeto alegam que somente as atividades típicas do Estado necessitam de determinadas proteções, como a estabilidade do servidor. E que o exercício de atividades, das quais a iniciativa privada também se ocupa, como a saúde,não necessitam da mesma proteção de fiscalização, regulamentação e controle. O que não é dito por tais defensores é que os serviços privados devem ser complementares aos públicos, e não substitutivos. Ações, por exemplo, na área de saúde, não são exclusivas do estado, mas exigem permanente exercício do poder e autoridade estatal.A FE vincula-se ao órgão ou entidade em cuja área de competência sua atividade estiver inserida e é fiscalizada por ele. Ela segue o regime mínimo administrativo, ou seja, mantém algumas normas de caráter público para serem aplicadas à entidade, e para a criação de uma FE é preciso uma lei que a autorize e regulamente.O orçamento de uma FE não está inserido na União, assim ela fica responsável por todos seus gastos. Mas uma parte dos recursos para o funcionamento destas vem do contrato de gestão efetuado com o órgão público competente, assim, boa parte do dinheiro tem origem nos cofres públicos. Então, as principais receitas da fundação são de natureza orçamentária e pública, porém sem os controles inerentes ao trâmiteorçamentário público, porque a FE não está inserida no Orçamento da União, logo ela fica livre da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).Elas também podem adquirir receitas adicionais, através da venda de serviços (que não os prestados ao poder público), aplicação de receitas no mercado financeiro,estabelecimento de convênios ou outras parcerias e pelo recebimento de doações.Nesse ponto fica claro o caráter privatista das FE’s, que utilizam os bens antes públicos para prestar serviços privados.O regime de contratação segue o dos órgãos públicos somente no que se refere à prestação de concurso, pois os trabalhadores da FE estão submetidos à Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). Essa ausência de estabilidade é vista pelo governo comouma oportunidade para regularizar contratações, ganhar eficiência e agilidade em relação à contratação, remuneração e demissão dos empregados, mas na verdade o que se faz é criar métodos de gratificação àqueles que mais produzirem e pressionar os trabalhadores através da possibilidade de demissão, incluindo a lógica capitalista até o âmago da FE. É preciso reconhecer que falta coerência aos governantes, pois quando é para limitar o direito à greve, os servidores públicos são considerados carreira essencial, mas para outros projetos não precisam da estabilidade.Como possuem um caráter social e de prestação de serviços públicos, as FE’s possuem imunidade tributária e por conseguinte não contribuem para a seguridadesocial. Entretanto se o regime adotado é o CLT (cobertos pelo Regime Geral da Previdência - RGP), o que justifica a não contribuição patronal?!Os bens públicos podem passar para a FE, de acordo com a lei que a regulamenta. Uma vez "pertencentes" à esta, esses bens são passíveis de penhora. Então o que pode acontecer é o governo doar esses bens, eles serem penhorados pelaFE e conseqüentemente acontecer uma dilapidação do patrimônio público. Além disso, o projeto menciona que, no caso de todo o patrimônio estar penhorado, a fundaçãopoderá socorrer-se do Governo. Mas não esclarece qual será este "socorro" que a administração pública dará nestes casos.O ministro da saúde, em recente entrevista afirmou que as FE’s garantem os princípios do SUS. Mas a quais princípios ele se referia? O SUS garante a universalidade. Seria a universalidade garantida com a privatização da saúde? O SUSgarante a integralidade e descentralização. Mas elas seriam mantidas num regime hospitalocêntrico? Vale ressaltar que quando se discute o projeto de FE, não são mencionadas unidades de saúde ou qualquer tipo de aproximação da saúde em relação à população. O SUS garante controle social. E onde se encontra esse controle nas FE’s? A direção da FE se dá pelo Conselho Curador (ou administrativo), formado pelosgestores.A "sociedade civil" tem direito à participação no Conselho Consultivo Social, que é um órgão de caráter consultivo, subordinado diretamente ao Conselho Curador, suasprincipais funções são informar e orientar o Conselho Curador acerca das expectativas da sociedade com relação à FE. O Conselho Consultivo Social pode eleger um membropara representá-lo no Conselho Curador. Dentro desse "Conselho Consultivo" com certeza não se encaixa o controle social hoje mantido pelo SUS.Verifica-se a cada dia que quanto mais incompetente o governo, maior a busca por princípios e direitos privados, e acaba-se esquecendo que é missão do Estado retirar,coativamente, parcela da riqueza produzida pelo setor privado, para eficiente execução de obras públicas e prestação de serviços públicos.Também deve ser destacado que os artigos 196, da Constituição Federal, e 287, da Constituição Estadual, explicitam que "Saúde é Direito de Todos e Dever do Estado",definindo atribuições e não deixando dúvidas quanto ao dever do Estado, impossibilitando, inclusive, sua delegação a terceiros e ratificando sua estrita competência. Destaca-se ainda que essa proposta agride todas as normas operacionaisde recursos humanos aprovadas anteriormente pelo governo, e também foi rejeitada recentemente pelo Conselho Nacional de Saúde, órgão maior deliberativo do SUS.Assim, desconsiderando totalmente o posicionamento do Conselho Nacional de Saúde (CNS), o governo apresentou ao Congresso o Projeto de Lei Complementar queregulamenta as Fundações Estatais de Direito Privado, que ainda está em tramite no Congresso.Vemos que o fetiche da iniciativa privada aplicado ao Estado tem o ‘mérito’ de ocultar a essência dos processos que o Estado do capital deseja legitimar: ao tentar prender-nos à forma desviamo-nos do fundamental, do essencial. A forma é a fundação estatal, o conteúdo é a privatização dos serviços sociais, das políticas sociais, dos direitos dos trabalhadores. As fundações estatais são formas atualizadas das parceriaspúblico-privadas, das Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), das Organizações Sociais (OS), das Fundações de Apoio e de numerosas outras tentativas que sempre tentam repetir o mesmo – privatizar - sob emblema diverso para que a resistência dos trabalhadores seja vencida. O essencial é que as reduções do Estado para o trabalho em nome da eficácia e da eficiência do serviço ao público, pelamesma medida, significam o aumento do Estado para o capital e é por isto que as denominamos privatização.O Estado é responsável sim, pela saúde e pelas políticas sociais, e tem queassumir o que lhe é de dever. Transformar os hospitais universitários em fundações nos leva a dizer que a comunidade corre o risco de enfrentar as duplas filas dos convênios privados de saúde e do Sistema Único de Saúde. Como fundação estatal, essas unidades podem passar a vender serviços para ampliar suas receitas e reduzir o atendimento público.E a comunidade universitária tem um papel fundamental em impedir que isso aconteça e no mínimo, que seja discutido com mais propriedade com toda a população, apontando que, para a melhoria do SUS não necessitamos de mais uma iniciativaprivatizante e que privilegie a classe favorecida da população.Coordenação Nacional da Executiva Nacional dos Estudantes de Enfermagem Gestão 2008-2009
FONTES:
· www.fasubra.org.br , acessado em 05 de fevereiro de 2008, `as 15:55hrs;
. http://cafufpr.blogspot.com/2007/08/fundaes-estatais-muito-se-tem-comentado_03.html , acessadoem 08 de fevereiro de 2008, às 11:45hrs;
· Política de saúde na atual conjuntura: modelos de gestão e agenda para a saúde / Organizadores,Maria Inês Souza Bravo...[et al.]. – 1. ed. .-- Rio de Janeiro: UERJ, Rede Sirius, 2007.
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